Solução:
Nanoplataforma feita a partir de compostos naturais, que possibilita a absorção ultrarrápida e a distribuição de ingredientes ativos no interior das plantas, contribuindo para aumentar a eficácia de produtos agrícolas.

Qual é a base tecnológica dessa solução?
A tecnologia é baseada em uma nanoformulação lipídica de origem natural e com biossurfactantes naturais.
O resultado é uma plataforma capaz de carregar ingredientes ativos de herbicidas, fungicidas, inseticidas, estimulantes de crescimento, entre outros tipos de ingredientes ativos.
O tamanho e a composição das partículas favorecem a absorção ultrarrápida pelas folhas e a translocação desses ativos para outras partes da planta por meio do floema, uma rede de vasos responsável pelo transporte de nutrientes nos tecidos vegetais.
Qual é a inovação?
As nanopartículas agrícolas já existentes são utilizadas principalmente para proteger ingredientes ativos ou controlar sua liberação. O diferencial desta tecnologia está em sua capacidade de promover a absorção ultrarrápida desses compostos pelas folhas e favorecer sua translocação para outras partes da planta por meio do floema, poucos minutos após a aplicação.
Esse desempenho é resultado da combinação entre uma nanoestrutura lipídica de origem natural e sua composição específica, que atua como uma plataforma para diferentes ingredientes ativos agrícolas. Com isso, a tecnologia amplia o potencial de aplicação de herbicidas, fungicidas, inseticidas, reguladores de crescimento e outras moléculas de interesse agrícola, oferecendo uma alternativa inovadora para aumentar a eficiência da entrega desses compostos no interior da planta.
A quem essa solução pode interessar?
A plataforma foi desenvolvida para o transporte de diferentes agentes fitossanitários de uso sistêmico, podendo ser aplicada em formulações contendo:
- herbicidas;
- inseticidas;
- fungicidas;
- formulações com múltiplos ingredientes ativos;
- reguladores de crescimento;
- outros ingredientes ativos de interesse agrícola.
Para testar a versatilidade de aplicações, a tecnologia foi avaliada com três ingredientes ativos: um bioherbicida, um fungicida e um inseticida, provando a compatibilidade com diferentes classes de ativos.
A tecnologia pode interessar a fabricantes de defensivos agrícolas e bioinsumos que buscam desenvolver formulações mais eficientes. Também apresenta potencial para startups e empresas de base tecnológica dedicadas ao desenvolvimento de novas formulações e sistemas de entrega para a agricultura.
Quais os diferenciais da tecnologia?
Absorção ultrarrápida: os testes demonstraram a entrada da nanoformulação nos tecidos vegetais em aproximadamente 5 minutos após a aplicação.
Redistribuição via floema: em cerca de 15 minutos, os ingredientes ativos já puderam ser detectados em folhas que não receberam a aplicação direta, indicando transporte pelo sistema vascular da planta.
Qual é a sua maturidade tecnológica?
TRL 5 (Validação em ambiente relevante): caracterização da nanoformulação e testes em plantas, em ambiente controlado, comprovando absorção ultrarrápida e transporte via floema.


Qual é o potencial de mercado dessa solução?
A demanda por tecnologias capazes de aumentar a eficiência dos ingredientes ativos e reduzir perdas durante a aplicação tem impulsionado o desenvolvimento de nanopesticidas em todo o mundo. Além dos benefícios potenciais relacionados à sustentabilidade e à redução da carga química no ambiente, plataformas de entrega como esta permitem que empresas desenvolvam formulações inovadoras utilizando ingredientes ativos já conhecidos, agregando valor ao portfólio sem a necessidade de descobrir novas moléculas.
Esse movimento ganha relevância diante do aumento do custo e do tempo necessários para lançar novos ingredientes ativos no mercado. Segundo estudo da CropLife International (2024), o desenvolvimento de uma nova molécula para proteção de cultivos custa, em média, US$ 301 milhões e leva cerca de 12,3 anos até a primeira comercialização, quase o dobro do investimento e quatro anos a mais do que há cerca de 25 anos.
Pesquisadores e Instituições envolvidas:
As pesquisas foram desenvolvidas pelos cientistas Ana Cristina Preisler, Estefania Vangelie Ramos Campos, Leonardo Fernandes Fraceto, Vanessa Takeshita, Bruno de Arruda Carillo, Juliana Santos Nakayama e Larissa de Souza Lima, na UNESP em parceria com a empresa Apoena.
Interessado em explorar o potencial desta tecnologia ou discutir oportunidades de parceria?
Entre em contato com o Núcleo de Inovação do INCT NanoAgro por meio desse formulário. Nossa equipe fará o reconhecimento da sua demanda e a ponte com a Agência Unesp de Inovação (AUIN).







