{"id":1500,"date":"2025-08-13T10:39:43","date_gmt":"2025-08-13T13:39:43","guid":{"rendered":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/?p=1500"},"modified":"2025-08-13T10:39:43","modified_gmt":"2025-08-13T13:39:43","slug":"o-que-aprendemos-sobre-inovacao-na-missao-a-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/o-que-aprendemos-sobre-inovacao-na-missao-a-alemanha\/","title":{"rendered":"De articula\u00e7\u00e3o com empresas a mecanismos de escalonamento: o que aprendemos sobre inova\u00e7\u00e3o na Miss\u00e3o \u00e0 Alemanha"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1504\" src=\"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-1-1024x768.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-1-1024x768.webp 1024w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-1-300x225.webp 300w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-1-768x576.webp 768w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-1-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-1-16x12.webp 16w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-1.webp 1600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, tamb\u00e9m coordena a \u00e1rea de inova\u00e7\u00e3o do CEPID CBioClima. Com um hist\u00f3rico de parcerias entre universidade e empresas no seu curr\u00edculo e uma vis\u00e3o de que a ci\u00eancia precisa caminhar para a inova\u00e7\u00e3o, o professor sente que h\u00e1 lacunas na forma como essa intera\u00e7\u00e3o acontece nas institui\u00e7\u00f5es brasileiras: \u201cDo ponto de vista institucional, eu percebi que falta clareza, principalmente para alguns gestores, sobre quais a\u00e7\u00f5es ou iniciativas s\u00e3o interessantes e importantes para aquecer o ecossistema de inova\u00e7\u00e3o.\u201d Instigado por essa quest\u00e3o, ele foi at\u00e9 o ecossistema alem\u00e3o em busca de refer\u00eancias e boas pr\u00e1ticas para potencializar e profissionalizar os resultados de inova\u00e7\u00e3o das iniciativas que coordena no Brasil. Essa viagem aconteceu em junho deste ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ideia para a realiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o surgiu durante uma visita do professor Ulrich Schwaneberg, da RWTH Aachen University, ao campus da Unesp em Sorocaba. Na ocasi\u00e3o, Fraceto manifestou seu interesse em conhecer ambientes de inova\u00e7\u00e3o no exterior, e Ulrich se disp\u00f4s a ajud\u00e1-lo a estruturar uma programa\u00e7\u00e3o. O professor alem\u00e3o organizou uma agenda que incluiu reuni\u00f5es institucionais com a \u00e1rea de rela\u00e7\u00f5es internacionais da universidade, al\u00e9m de visitas t\u00e9cnicas para conhecer os projetos de seu grupo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As principais descobertas do professor Leonardo nessa experi\u00eancia n\u00f3s te contamos nesse artigo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Inspira\u00e7\u00f5es e boas pr\u00e1ticas<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a visita \u00e0 Alemanha, o Fraceto esteve acompanhado do vice-reitor da Unesp, Dr. C\u00e9sar Martins, do vice-diretor do CEPID CBioClima, Prof. Mauricio Bacci, do gestor de inova\u00e7\u00e3o do CEPID, Renan Ramos Chaves, e do pesquisador Jhones Oliveira, que tamb\u00e9m \u00e9 CEO da startup B.nano. O grupo conheceu de perto ambientes de inova\u00e7\u00e3o com infraestrutura robusta para testes e escalonamento e uma gest\u00e3o voltada a estrat\u00e9gias de intera\u00e7\u00e3o direta com as empresas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das pr\u00e1ticas que merece destaque \u00e9 a forma como as universidades estruturam seus portf\u00f3lios tecnol\u00f3gicos e se comunicam com o setor produtivo, participando ativamente de feiras e mantendo equipes t\u00e9cnicas voltadas \u00e0 transfer\u00eancia de tecnologia. Segundo Fraceto, na Alemanha as institui\u00e7\u00f5es v\u00e3o at\u00e9 as empresas, participam de feiras, mant\u00eam estandes e apresentam suas tecnologias \u2014 estrat\u00e9gias que ele afirma n\u00e3o serem comuns no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo tamb\u00e9m conheceu o espa\u00e7o maker da Universidade de Bochum, um dos tr\u00eas da Alemanha, com infraestrutura completa para prototipagem e testes de conceito. O investimento de 20 milh\u00f5es de euros inclui laborat\u00f3rios de prototipagem com impressoras 3D, est\u00fadio de filmagem, cozinha industrial e suporte \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o de estudantes, dentre outras iniciativas para fortalecimento de a\u00e7\u00f5es de empreendedorismo e inova\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa robustez em infraestrutura possibilita que os pesquisadores entrem em contato com a l\u00f3gica de escalonamento desde o in\u00edcio do desenvolvimento das tecnologias. Fraceto destacou que os centros visitados possuem reatores de diferentes capacidades, o que evidencia a integra\u00e7\u00e3o da engenharia ao processo de inova\u00e7\u00e3o. Na Alemanha, j\u00e1 se pensa em engenharia desde as fases iniciais de desenvolvimento da tecnologia \u2014 algo que, segundo ele, ainda precisa avan\u00e7ar no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em termos de mecanismos institucionais, o ecossistema alem\u00e3o possui estruturas espec\u00edficas para cada tipo de atua\u00e7\u00e3o. \u201cNa Alemanha, existem as universidades e os institutos Max Planck, mais voltados para pesquisa b\u00e1sica e desenvolvimento de projetos de alto risco. H\u00e1 tamb\u00e9m os institutos especializados em fazer a transi\u00e7\u00e3o dessas tecnologias para empresas, como o Fraunhofer, focados em parcerias universidade-empresa-governo\u201d, esclarece.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro ponto que chamou a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a divis\u00e3o da responsabilidade na prospec\u00e7\u00e3o de parcerias com os cientistas. Na RWTH Aachen University, o pesquisador tem tr\u00eas anos para buscar parceiros interessados no licenciamento de suas patentes. Se n\u00e3o conseguir, a universidade deixa de arcar com os custos de manuten\u00e7\u00e3o da patente, repassando-os ao pesquisador caso ele tenha interesse na prote\u00e7\u00e3o da tecnologia. Essa medida, segundo Fraceto, tira o pesquisador da zona de conforto e o incentiva a se engajar com os gestores de inova\u00e7\u00e3o na busca por divulga\u00e7\u00e3o de suas tecnologias visando a transfer\u00eancia. Para ele, essa pr\u00e1tica refor\u00e7a uma cultura de inova\u00e7\u00e3o, na qual os pesquisadores devem dialogar com empresas e assumir um papel ativo no ecossistema.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1506\" src=\"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-13-1024x768.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-13-1024x768.webp 1024w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-13-300x225.webp 300w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-13-768x576.webp 768w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-13-16x12.webp 16w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-13.webp 1280w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>O Brasil caminha para o fortalecimento<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A miss\u00e3o tamb\u00e9m trouxe a oportunidade de refletir sobre o que o Brasil j\u00e1 realiza com solidez e quais pontos merecem ser aprimorados para fortalecer o ecossistema de inova\u00e7\u00e3o. Fraceto observa que, em termos legais e fiscais, as bases brasileiras t\u00eam algumas similaridades com as pol\u00edticas na Alemanha. Para ele, foi positivo constatar que muitas pr\u00e1ticas nacionais s\u00e3o bem executadas e que a forma de intera\u00e7\u00e3o com empresas tem avan\u00e7ado muito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O desafio, segundo ele, est\u00e1 na capacita\u00e7\u00e3o das equipes para realizar a prospec\u00e7\u00e3o de parcerias e a articula\u00e7\u00e3o com o mercado: \u201cTemos bons profissionais nas universidades, mas ainda podemos avan\u00e7ar em estrat\u00e9gias mais t\u00e9cnicas e articuladas com o setor produtivo. L\u00e1 fora, vi equipes altamente especializadas atuando diretamente com empresas.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro caminho importante a ser trilhado, na vis\u00e3o do professor, \u00e9 o desenvolvimento de um modelo pr\u00f3prio que organize os pap\u00e9is das institui\u00e7\u00f5es na jornada da inova\u00e7\u00e3o no Brasil. Ele comenta que, em sua pr\u00f3pria experi\u00eancia, alterna entre ci\u00eancia b\u00e1sica, desenvolvimento e contato direto com empresas, o que, para ele, demonstra como o processo ainda est\u00e1 muito disperso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fraceto acredita ser importante que os profissionais das universidades ganhem mais clareza sobre o momento e o potencial de cada pesquisa, para que sejam dados melhores direcionamentos \u00e0s tecnologias do portf\u00f3lio da institui\u00e7\u00e3o: \u201c\u00e9 importante que os profissionais possam avaliar quando os projetos est\u00e3o em n\u00edvel de ci\u00eancia b\u00e1sica, quando j\u00e1 h\u00e1 o potencial de gerar intera\u00e7\u00e3o com empresas e quando o caso \u00e9 de intera\u00e7\u00e3o direta com as corpora\u00e7\u00f5es, pois as demandas foram trazidas por elas\u201d, esclarece o professor, que observa a mesma necessidade de esclarecimento entre os pesquisadores.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das melhorias nos processos de avalia\u00e7\u00e3o e direcionamento das tecnologias, Fraceto ressalta que, muitas vezes, projetos com grande potencial de aplica\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o recebem um bom apoio para valida\u00e7\u00e3o de mercado em suas universidades e centros de pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor tamb\u00e9m aponta a import\u00e2ncia da presen\u00e7a ativa e participativa de pesquisadores e ICTs nos espa\u00e7os voltados para o mercado. Um exemplo citado por Fraceto \u00e9 um recente congresso na \u00e1rea de adjuvantes e caldas fitossanit\u00e1rias, realizado em Ribeir\u00e3o Preto, considerado um espa\u00e7o de prospec\u00e7\u00e3o de parceiros e de difus\u00e3o do trabalho do INCT. \u201cFoi uma experi\u00eancia importante para mim. Comecei a pensar em maneiras de apresentar as tecnologias do INCT de forma mais estrat\u00e9gica, com foco em quem pode se interessar por elas.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma lacuna observada nos dois pa\u00edses \u00e9 a subutiliza\u00e7\u00e3o e pouca informa\u00e7\u00e3o sobre bases de patentes pela comunidade acad\u00eamica. Tanto na Alemanha quanto no Brasil foi constatado \u2013 conforme questionamentos feitos pela delega\u00e7\u00e3o em diferentes institui\u00e7\u00f5es \u2013 que ainda existe uma vis\u00e3o de que as patentes n\u00e3o fazem parte da rotina dos pesquisadores. Como observa o gestor de inova\u00e7\u00e3o do CBioClima, Renan Ramos Chaves, persiste uma ideia de que a \u00fanica utilidade desses reposit\u00f3rios s\u00e3o as pesquisas de anterioridade, negligenciando-se as ricas informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas dispon\u00edveis nesses documentos. \u201cEssa mentalidade ignora uma parte fundamental dos sistemas de patentes, que \u00e9 a possibilidade de tornar p\u00fablico o conhecimento. Patente vem do latim patens, que significa \u2018aberto\u2019, \u2018exposto\u2019, \u2018evidente\u2019\u201d, pondera Chaves.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"imers\u00e3o na infraestrutura do projeto Agri-PV em Kleinaltendorf, conduzida pelo Dr. Onno Muller. Foram apresentadas solu\u00e7\u00f5es de agricultura integrada com produ\u00e7\u00e3o fotovoltaica, com forte foco em sustentabilidade e automa\u00e7\u00e3o.\" src=\"https:\/\/www.canva.com\/design\/DAGv9esD45A\/bObUsMPfxA5F4ZAXys1dvQ\/view?embed&amp;meta\" height=\"450\" width=\"800\" style=\"border: none; border-radius: 8px; width: 800px; height: 450px;\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" allow=\"fullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Destaques brasileiros na miss\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a imers\u00e3o no ecossistema alem\u00e3o, o grupo brasileiro apresentou tecnologias na \u00e1rea da bioeconomia, desenvolvidas no INCT NanoAgro e no CEPID CBioClima, como uso de biomateriais, de lignina e de pigmentos naturais extra\u00eddos de flores com potencial para absor\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o UV, e tratamentos hormonais. \u201cN\u00e3o fizemos apenas relacionamento institucional. Eles puderam ver que temos muitas inova\u00e7\u00f5es, o que estimulou o interesse em futuras parcerias\u201d, ressalta Fraceto. O pesquisador e empreendedor Jhones Oliveira apresentou o case da sua startup, a B.nano, gerando bastante interesse nos colegas alem\u00e3es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA recep\u00e7\u00e3o dos nossos cases foi muito boa. Eles fizeram muitas perguntas e demonstraram interesse. Como resultado, estamos agendando v\u00e1rias reuni\u00f5es de follow-up\u201d, relata o professor Leonardo. Na evolu\u00e7\u00e3o dessas conversas, est\u00e3o sendo consideradas parcerias com diferentes institui\u00e7\u00f5es. H\u00e1, por exemplo, a oportunidade de colabora\u00e7\u00e3o com uma tecnologia da Universidade de Bonn que faz o rastreamento de mol\u00e9culas de CO<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">2<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> nas plantas. \u201cIsso pode preencher uma lacuna enorme: entender o mecanismo de transporte e rastreamento de mol\u00e9culas em plantas incluindo condi\u00e7\u00f5es de estresse e pode auxiliar no desenvolvimento de novas tecnologias para o Agro.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m est\u00e1 sendo discutida a cria\u00e7\u00e3o de uma parceria para testar o desempenho das formula\u00e7\u00f5es desenvolvidas no INCT\/CBioClima em um projeto de horta vertical (Orbit-Plant) com o Instituto Fraunhofer de Biologia Molecular e Ecologia Aplicada (Fraunhofer \u2013 IME). Outra iniciativa que est\u00e1 em tratativa \u00e9 a possibilidade de interc\u00e2mbio e forma\u00e7\u00e3o de estudantes brasileiros em treinamentos e cursos organizados no espa\u00e7o maker da Universidade de Bochum.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1510\" src=\"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-3-1024x768.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-3-1024x768.webp 1024w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-3-300x225.webp 300w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-3-768x576.webp 768w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-3-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-3-16x12.webp 16w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-3.webp 1600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Infraestrutura de Escalonamento: a virada de chave que o Brasil precisa\u00a0<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na avalia\u00e7\u00e3o do professor Leonardo, a visita ao ecossistema da Alemanha confirmou a import\u00e2ncia dos centros voltados para a matura\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, como, por exemplo, plantas piloto para o escalonamento de processos. Para o pesquisador, o Brasil precisa investir em mecanismos para que as pesquisas avancem em TRL (Technology Readiness Level \u2013 n\u00edvel de maturidade tecnol\u00f3gica), a exemplo do que j\u00e1 \u00e9 feito em algumas institui\u00e7\u00f5es como CNPEM, Institutos Senai de Inova\u00e7\u00e3o, IPT, entre outros. \u201cVisitamos as instala\u00e7\u00f5es do Instituto Fraunhofer, que lembram muito o que se observa em alguns centros e institutos brasileiros. Mas o Brasil ainda precisa preencher a lacuna do aumento de TRL\u201d, comenta Fraceto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses exemplos devem ser ainda mais estimulados por meio de novos recursos, como os editais da FINEP para infraestrutura de escalonamento de processos. \u201cEsses projetos precisam ter uma articula\u00e7\u00e3o muito forte com empresas para que possam realmente criar ambientes que fortale\u00e7am esses avan\u00e7os em TRL\u201d, alerta o professor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fraceto ressalta que a dist\u00e2ncia entre a ci\u00eancia e as engenharias refor\u00e7a as barreiras na matura\u00e7\u00e3o de tecnologias para o mercado: \u201cPrecisamos estimular e qualificar mais nossos estudantes das engenharias para trabalhar com processos e escalonamento. Existem \u00f3timos cursos de engenharia no pa\u00eds, mas a cria\u00e7\u00e3o de mais ambientes de escalonamento poderia ampliar a qualifica\u00e7\u00e3o profissional nesse campo de trabalho\u201d. O professor sugere tamb\u00e9m que essas iniciativas envolvam startups e p\u00f3s-graduandos focados no desenvolvimento de novas tecnologias, para que sejam orientados sobre as melhores rotas de escalonamento desde os primeiros passos dos seus projetos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outras premissas que n\u00e3o devem ser ignoradas para que os investimentos em infraestrutura de escalonamento sejam bem aproveitados \u00e9 a governan\u00e7a e a articula\u00e7\u00e3o com o setor produtivo. A ideia \u00e9 evitar a constru\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es de ponta que n\u00e3o tenham sua capacidade totalmente utilizada. O professor alerta que, para o bom funcionamento e gera\u00e7\u00e3o de resultados nesse tipo de investimento, \u00e9 necess\u00e1rio ter parceiros da iniciativa privada envolvidos desde o come\u00e7o: \u201cAntes de fazer qualquer planta, \u00e9 preciso amarrar institucionalmente as parcerias com empresas para o uso dessas facilidades.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do ponto de vista de novos neg\u00f3cios e startups, Fraceto salienta como a exist\u00eancia dessas plantas pilotos poderia incentivar o empreendedorismo dentro da universidade: \u201cTalvez o ideal seja estimular que as deep techs escalem seus processos em um ambiente p\u00fablico, ou p\u00fablico-privado. Hoje, a startup tem duas op\u00e7\u00f5es: fazer um curto projeto de desenvolvimento e j\u00e1 transferir a tecnologia para as corpora\u00e7\u00f5es ou seguir a longa trilha de valida\u00e7\u00e3o, capta\u00e7\u00e3o de recursos, montagem de planta etc., o que \u00e9 um caminho muito \u00e1rduo.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Buscar novos modelos, n\u00e3o s\u00f3 tecnologias<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1508\" src=\"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-2-768x1024.webp\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-2-768x1024.webp 768w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-2-225x300.webp 225w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-2-1152x1536.webp 1152w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-2-9x12.webp 9w, https:\/\/inctnanoagro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/missao-alemanha-2.webp 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muito mais do que trocas sobre tecnologias, a miss\u00e3o ao ecossistema alem\u00e3o permitiu um mergulho profundo em modelos organizacionais para desenvolver inova\u00e7\u00e3o. A conversa entre institui\u00e7\u00f5es abre portas para avan\u00e7os significativos em projetos desenvolvidos no INCTNanoAgro e no CEPID CBioClima. Al\u00e9m disso, inspira a cria\u00e7\u00e3o de modelos vi\u00e1veis e adaptados \u00e0 realidade brasileira, garantindo que o conhecimento gerado na academia seja transferido para a sociedade na forma de novas tecnologias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMais do que levar cases brasileiros, a inten\u00e7\u00e3o foi entender de que forma outras universidades e centros de inova\u00e7\u00e3o est\u00e3o organizando seus processos \u2014 algo que pretendo manter como pr\u00e1tica em futuras miss\u00f5es de inova\u00e7\u00e3o em outros pa\u00edses\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O legado que a miss\u00e3o deixa \u00e9 simples e, ainda assim, transformador: \u201cA gente pode fazer mais do que visitas t\u00e9cnicas pontuais. A gente pode aprender modelos organizacionais para desenvolver inova\u00e7\u00e3o \u2014 e trazer esses aprendizados para fortalecer o ecossistema brasileiro\u201d, finaliza.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, tamb\u00e9m coordena a \u00e1rea de inova\u00e7\u00e3o do CEPID CBioClima. Com um hist\u00f3rico de parcerias entre universidade e empresas no seu curr\u00edculo e uma vis\u00e3o de que a ci\u00eancia precisa caminhar para a inova\u00e7\u00e3o, o professor sente que h\u00e1 lacunas na forma como essa intera\u00e7\u00e3o acontece nas institui\u00e7\u00f5es [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":1512,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37,1],"tags":[],"class_list":["post-1500","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-atividades-e-eventos","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1500"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1511,"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1500\/revisions\/1511"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/inctnanoagro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}